quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A SAÚDE SUPLEMENTAR NA SEGURANÇA PÚBLICA NÃO É UTOPIA. É FATO.

Um dos programas mais bem concebidos e exequíveis do Governo é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, que completou 2 anos no mês passado e prevê, entre outras coisas, o Sistema Nacional de Atenção à Saúde dos Servidores da Segurança Pública.

E a palavra mágica, como não poderia deixar de ser, é prevenção! Não só nas ações de segurança propriamente ditas, com medidas voltadas para jovens de 15 a 24 anos com o risco de se envolver na violência que está em sua volta, mas também com uma política de valorização e motivação dos profissionais a partir do seu ingresso na profissão.

A atenção à saúde desses servidores é considerada como tema urgente na valorização da classe e envolve, no nível federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Sistema Penitenciário Brasileiro; no nível estadual, as polícias civil e militar e no nível municipal, os guardas municipais.

A sobrecarga física e emocional ou o envolvimento em ações de alto risco mais a pressão da sociedade causam elevado nível de estresse e de sofrimento, justificando maior atenção à saúde desses profissionais.

Especificamente, serão promovidas ações na prevenção e tratamento de problemas associados a drogas e tabagismo, estresse, hipertensão arterial, diabetes e também na promoção da saúde, incluindo a saúde bucal.

O programa do Governo Federal pensou em tudo, até mesmo na preparação para a aposentadoria. Que Beleza!

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A FESTA DA LAJE

Durante o II Seminário de Atenção à Saúde promovido na semana passada pela ANS, eu me senti como se estivesse naquela festa que as pessoas fazem sobre a laje, quando concluem uma etapa importante – e suada – na construção de uma obra, embora a comparação não seja lá muito apropriada.

Construir uma cultura de atenção à saúde é uma tarefa tijolo a tijolo neste terreno tão carente de organização e isso a ANS tem feito com afinco. Desta vez, abordou os critérios para a implantação de diretrizes clínicas e também da qualificação assistencial, entre outros temas.

Enquanto a maioria das nossas operadoras de planos de saúde ainda está se movimentando para criar seus próprios programas de prevenção, algumas tentando se enquadrar nas normas para obter os benefícios da Resolução Normativa Conjunta 001, do início deste ano, a ANS já avança na obra arquitetando o processo de atenção à saúde.

O que ainda falta, é a presença de entidades representativas do setor de serviços, como o NEAD, SINESAD, ABRAHCARE, etc., hoje preocupadas apenas com o rentável negócio da internação domiciliar (Home Care).

O clima de festa foi por conta das cerca de 300 pessoas que compareceram ao evento, conscientes de que a Agência está no caminho certo da regulamentação e que estamos aos poucos tornando o nosso sistema de saúde suplementar um dos mais bem construídos de que se tem notícia.

Ainda bem que a laje é figurativa para agüentar o peso de tanta gente!

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PLANOS DE SAÚDE SÃO CRITICADOS EM NOVELA DA GLOBO

As novelas da Globo sempre retrataram a realidade brasileira em suas diversas faces, crueis ou festivas.

Ontem, lá pelas 10 da noite, no que seria a novela das oito, assisti à personagem de supervisora proibir a médica de atender por mais de 20 minutos uma paciente de plano de saúde.

Este é o espelho da nossa realidade. As operadoras fazem de conta que pagam e os hospitais fazem de conta que atendem. O paciente faz de conta que foi atendido e a saúde no país sai perdendo. Aliás, todos saem perdendo nesse jogo de faz de conta.

Consulta – como no caso da novela – não tem que ser feita em hospital e sim, em clínicas ou postos de saúde, sejam eles públicos ou particulares.

As fontes pagadoras, autogestões ou planos privados, devem começar a credenciar clínicas médicas com o fim específico da regulação e do encaminhamento, dando a seus médicos tempo suficiente para um bom atendimento.  Não seria demais exigir a abertura de um prontuário eletrônico via web, com a história clínica do paciente incluindo os exames complementares que não precisariam mais ser repetidos, se ainda válidos.

Com isso, a grande maioria dos casos estaria resolvida ali mesmo, devolvendo o paciente para sua casa, diagnosticado e muitas vezes tratado, liberando os hospitais para casos mais complexos, que são sua verdadeira vocação.

Este é o nosso sistema, com cada vez mais personagens insatisfeitos, seja prestador, operadora ou usuário. Coitados!

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

NEGÓCIO DE GENTE GRANDE

O experiente consultor e conferencista Pedro Fazio alerta, na Saúde Business, sobre novo mercado em formação. A imprensa informa sobre a ambição da CASSI de entrar no mercado privado de saúde, com o apoio financeiro da poderosa PREVI, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

Este é o cenário do mercado de saúde suplementar no Brasil, cada vez mais se concentrando não mãos de grandes empresas ou de autogestões do setor público.

As pequenas operadoras, agora sem fôlego, não devem prosperar por muito tempo, salvo se tomarem algumas decisões corajosas e bastante inovadoras na gestão de suas carteiras, o que é muito difícil de acontecer.

Volto a me referir, então, sobre a necessidade de um intenso trabalho de atenção à saúde por parte das operadoras, não só de pessoas idosas, que custam mais, mas também de sua população saudável, que vai envelhecer mais do que antes.  Provavelmente também vai diminuir o número de jovens que financiam o sistema, dentro daquele velho princípio de que quem não precisa paga para quem precisa.

Portanto, os grandes Planos de Saúde que se cuidem, agora que estão avançando no mercado. Ao longo dos anos, vimos gigantescas corporações dos mais diversos ramos quebrarem exatamente por falta de planejamento de longo prazo, excesso de confiança diante do sucesso então obtido e, enfim, por absoluta falta de previsão.

Neste caso, a previsão está prevista, é prevenção.

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ESTÃO MATANDO A GALINHA DOS OVOS DE OURO

Não há hospital privado neste país cujos proprietários não estejam cheios da grana. Não há operadoras de planos de saúde em que também seus donos não estejam transbordando de prosperidade.

Por que será, então, que o nosso sistema de saúde suplementar gera tantos descontentamentos, com médicos insatisfeitos devido à baixa remuneração e os usuários em constante pé de guerra?

Culpar as decisões judiciais ou a ANS é sempre mais fácil, porque transfere a responsabilidade, mas não resolve o problema que se agrava cada vez mais, como vemos diariamente na imprensa.

Não adianta achar que as decisões da Justiça serão a favor do capital e não em defesa da vida. Aí não seria justiça!

E qual é a solução? Prevenção, prevenção e prevenção. Ou seja: Identificar os usuários pelos clássicos três níveis de prevenção primária (promoção da saúde), secundária (controle e exames regulares) e terciária (gerenciamento de doenças).

A efetividade na prestação desses serviços seria garantida por um prontuário eletrônico único com toda a história clínica do paciente, inclusive relativa a hábitos de vida e ao consumo de medicamentos, via web, esteja ele onde estiver.

De posse dessa “fotografia” da carteira, mãos à obra. Poderemos reduzir custos, aumentar salários, melhorar a qualidade de vida dos assistidos e logo, logo, todo o mundo estará satisfeito.

Se continuarem como estão, os planos de saúde e os hospitais, coitados, estarão matando a galinha dos ovos de ouro.

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CRESCENDO PARA OS LADOS - OS DESAPOSENTADOS

Não, não estamos falando de baixinhos gordos e glutões ou de pessoas que ao se aposentarem se entregam ao vício da gula e da ociosidade. Nosso tema é um fenômeno mundial com visível destaque na população brasileira: o aumento do número de idosos em plena forma.

Basta olhar os dados de transição demográfica no Brasil e veremos que, além de diminuir a taxa de fecundidade, isto é, o nascimento de novos rebentos, o número de idosos no Brasil está crescendo muito.

Portanto, na pirâmide gráfica do IBGE vemos que reduziu a base de jovens e aumentou a faixa da população mais velha, com uma forte tendência de crescimento para os lados, do número de pessoas com mais de 60 anos que se preparam para a aposentadoria.

Muitas dessas pessoas querem curtir o merecido ócio de pernas pro ar, em algum lugar bucólico do planeta. Outras querem, enfim, tirar os sonhos da gaveta e partir para o negócio próprio com que sempre sonharam; talvez andar de moto pela estrada afora ou, quem sabe, se dedicar a algum trabalho voluntário.

Por essa razão, a preparação da aposentadoria desse enorme contingente de pessoas com plena disposição para trabalhar ou para curtir a vida, vem sendo vista como um forte estímulo nas relações trabalhistas e os planos de saúde mais uma vez estão diante da possibilidade de inovação, adotando estratégia idêntica para conquistar seus clientes e em última análise, reduzir seus custos.

Sempre é tempo de começar!

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

QUE TAL O SITIO DA ANS NOS FINAIS DE SEMANA?

Aqueles que quiserem utilizar o sitio da ANS nos finais de semana, podem. Mas não pensem que vão encontrar lazer com churrasqueiras, piscina e frutas no pomar. Esse sítio é para os muito ocupados que não têm tempo de utilizá-lo durante o dia-a-dia de seus escritórios.

Lá encontrarão informações atualizadas, as atas de reuniões da diretoria, legislação e muito outros dados sobre o setor de saúde suplementar, com bastante informação.

Neste momento, já está publicado no Portal (no site, no sítio? – Não sei mais) o Caderno de Informação da Saúde Suplementar, edição de setembro de 2009, com algumas inovações e registros até o mês de junho deste ano, de grande interesse para os profissionais que atuam na área.

Por tudo isso é muito engraçado esses organismos oficiais tratarem por “sitio” seus portais ou páginas da Internet, sem reconhecer o termo em inglês (site), utilizado em todo o mundo. Principalmente a boa ANS.

Poucas pessoas gostam mais da Agência Nacional de Saúde Suplementar do que eu, não só pelo esforço que vêm fazendo para regulamentar o setor, como pela seriedade do seu atual presidente, com quem tive um breve convívio há alguns anos, ainda no Ministério da Saúde, antes que ele assumisse seu atual cargo.

Mas, paciência! Porque não chamar Portal, páginas da Internet ou mesmo site?

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

 

terça-feira, 22 de setembro de 2009

IMAGINE O PLANO DE SAÚDE DOS SONHOS. É POSSÍVEL CHEGAR LÁ.

Imagine se um plano se saúde fosse visto como um especialista em saúde e o maior defensor dos seus membros.

Imagine se um plano de saúde informasse e aconselhasse os seus membros e reduzisse a ansiedade da doença.

Imagine se os membros soubessem que seu plano de saúde se dedica a obter o melhor prestador para a condição de saúde deles, e recebessem o tratamento mais eficaz e atual.

Imagine se os planos de saúde assumissem responsabilidade por ajudar um paciente a transitar pelo sistema.

Imagine se os membros e os planos de saúde trabalhassem juntos para manter o membro saudável.

Imagine se os interesses dos planos de saúde, pacientes, prestadores e patrocinadores do plano estivessem todos fundamentalmente alinhados.

Se os planos de saúde fossem dedicados à saúde, as conseqüências em termos de criatividade, inovações e valor da assistência seriam enormes.

“Texto transcrito do livro Repensando a Saúde, de Michael Porter e Elizabeth Teisberg. Tradução de Cristina Bazan. Consultoria Supervisão e Revisão Técnica da equipe Amil.”

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CRIANÇAS DE HOJE, CLIENTES DOS PLANOS DE SAÚDE AMANHÃ

Precisamos construir o futuro na saúde suplementar sobre bases resistentes e duradouras. Estas bases são as nossas crianças, que para ser sempre saudáveis teem que ser acompanhadas por toda a vida desde os seus primeiros momentos.

Eu não entendo a pisada de bola dos planos de saúde com relação aos pediatras de Brasília. Nada melhor para essas empresas do que uma carteira saudável por muito tempo, o que naturalmente se consegue com uma boa assistência prenatal e um bom acompanhamento médico do futuro beneficiário.

Ainda presas a conceitos antigos de quanto menos pagar, melhor, as operadoras insistem na briga por tabela de preços com a Sociedade Brasileira de Pediatria - DF, resistindo a remunerar o que os pediatras consideram o preço justo.

Esta seria, a meu ver, a grande oportunidade de dar início a uma forte mudança de conceitos com relação ao pagamento dos médicos, para termos uma população mais saudável no futuro. E o futuro são as crianças de hoje.

O pediatra justamente remunerado poderá executar seu serviço com mais dedicação e todos sairão ganhando, inclusive os planos de saúde, porque terão carteiras mais saudáveis e deixarão satisfeitos os pais de hoje, que, enfim, são quem financiam o sistema. No final das contas, é mais barato.

Economizando nas ações preventivas, inclusive da população idosa, teremos bons resultados, menores custos e todo mundo satisfeito. Este é o caminho.

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A DOENÇA DOS HOSPITAIS DE BRASÍLIA

Eu já disse por aqui que em caso de doença grave que me obrigue a viver em hospitais, eu prefiro logo uma boa morte.

Ontem passei o dia observando a emergência de um dos melhores hospitais particulares de Brasília, que tem nome de santa e que – dizem – está sendo vendido a um sócio de outros hospitais na Capital Federal, dos quais o principal deles, que fica do lado, também tem nome de santa. Todos muito caros.

Ver a desordem reinante ali me deixou esperançoso de que a sociedade, o Ministério Público ou quem mais tiver poder na Corte deve fazer alguma coisa para melhorar serviços tão deprimentes.

Gente em maca nos corredores, abanados pelos parentes para aliviar o calor, outros gritando de dor em cubículos com dois leitos cada e os funcionários amontoados entre conversas e anotações num posto de enfermagem que mais parece uma guarita. Havia enfermeiras com jeito de boazinhas, mas a maioria das que eu vi estava mesmo com cara de eu-odeio-tudo-isso.

A rede de hospitais privados em Brasília tem poucos hospitais, uns pertencentes a três operadoras e outros a alguns médicos bem aquinhoados. Por isso os preços praticados estão entre os mais caros do país, assim como os gastos com materiais, medicamento e exames.

As operadoras que custeiam o setor, a maioria de autogestões do serviço público é generosa e não quer privar seus assistidos do melhor atendimento, mas esquecem de exigir melhorias na qualidade.

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br